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Jane Mary Germann's avatar

Bianca, eu me vi no teu texto (risos). Parecia que eu estava lendo um pedacinho da minha história. Também mudei de curso; fazia Pedagogia e quando chegou a tal matéria Estatística, caí fora, pois não entendia bulhufas. Fui fazer Direito, em Blumenau. A vida deu uma guinada e de Blumenau fui morar em São Paulo e na sequência, Porto Alegre. Naquela época, para conseguir transferência de faculdade, só para funcionário público e/ou que estivesse cursando em universidade pública, o que não era o meu caso. Estava no 8º semestre em Blumenau. Em Porto Alegre tive que fazer cursinho pré-vestibular. Resumindo: fiz mais três anos e meio de Direito, porque nem todas as matérias foram aproveitadas. Foi quase um intercâmbio acadêmico interno (hahaha). Colei grau só de raiva, pois a motivação era pouca. Advoguei uns dois ou três anos e desisti.

E sobre o teu Ford Ka, valoriza sim! Nada de velho! É estiloso e super atual - reutilizar tá na moda.

Hoje isso é consciência, estilo e personalidade - o vintage é o novo luxo, guria!

Beijo!

Bianca Vitorio Machado's avatar

Meu Deus, que perrengue, Jane! Que bom que mudou essa questão de transferência de faculdade (aliás, hoje tá um outro extremo, tudo muito fácil). Graduou-se na força do ódio! Nunca deixe de comemorar o dia do advogado, en! 🤣

Vou tentar valorizar o ford Ka, prometo!

Jane Mary Germann's avatar

Se bobear, as universidades particulares pagam pra gente se matricular nelas.

E bota ódio pra me formar :D.

Sempre comemoro o nosso 11 de agosto, Dia do Pendura (sem pendurar nada, claro!).

Passa aqui e me leva pra passear no teu Kazinho vintage!

Daniel Garcia's avatar

O Celtinha branco aqui da garagem — que nem é meu, mas da minha esposa — também parece um monumento feito para "tirar sarro" das minhas inseguranças e descaminhos na vida. Como um memorial mostrando para o mundo que tentei tantas coisas, tinha tantos caminhos possíveis... e no fim, não optei por nenhum.

"O Daniel do passado, que parecia tão promissor, se tornou isto aqui?" Mas quero impressionar a quem mesmo?

Eu tenho uma esposa, um filho prestes a nascer, um carrinho que bem ou mal nos leva para todo lugar, comida na mesa e um trabalho qual recebo sustento e posso fazer uso das minhas poucas — e recebidas pela Graça — habilidades.

Meus anseios mais básicos e necessários já foram sanados há muito tempo. Lendo agora sua carta, sinto que maquio covardia e falta de fé com "só preciso de x coisa para estar melhor".

Obrigado, Bianca.

Bianca Vitorio Machado's avatar

Maquiamos, meu amigo, mas ao menos, se isso significa algo para Deus, assumimos essa nossa falha. Algum dia ela vai desaparecer dos nossos corações sem que a gente sinta esse desapontamento de: “puts, de novo essa ingratidão e essa vergonha”. De Ka ou de Celta — e quem sabe um dia num carro melhor, por que não? — o caminho pro Céu é um só. Aliás, Feliz Páscoa pra vc, sua esposa e seu bebê!